A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) vai utilizar imagens de satélite e inteligência artificial para monitorar simultaneamente cerca de mil quilômetros do Rio Tietê e reservatórios e prainhas do interior de São Paulo. A tecnologia analisa a superfície da água em blocos de três metros por três metros e emite alertas automáticos para a fiscalização ao identificar alterações na concentração de matéria orgânica, como esgoto, e a proliferação de algas.
A iniciativa será implantada, inicialmente, em seis reservatórios monitorados pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb): Barra Bonita, Bariri, Ibitinga, Promissão, Nova Avanhandava e Três Irmãos. As áreas são amplamente utilizadas pela população para atividades de turismo, lazer e esportes náuticos. Em Barra Bonita, o monitoramento abrangerá as praias de Anhembi e Rio Bonito, em Botucatu. Em Ibitinga, serão acompanhadas as áreas de Arealva e Iacanga. Já no reservatório de Promissão, a tecnologia será aplicada nas praias de Mendonça, Sales, Ubarana e Sabino.
Monitoramento em tempo real

Os dados serão atualizados semanalmente e disponibilizados em um painel aberto ao público. A ferramenta reúne informações geradas por imagens dos satélites Sentinel-2 e Sentinel-3, analisadas por modelos de inteligência artificial, além de dados de campo que complementam o monitoramento. Conheça o painel de monitoramento https://appmonitoratiete.orbty.com.br/index.html
“Cada vez mais pessoas utilizam as praias do interior para lazer, turismo e prática esportiva. O uso de satélites e inteligência artificial permitirá acompanhar essas áreas de forma mais ampla e frequente, oferecendo informações mais rápidas para a população e apoiando a gestão ambiental dos municípios”, destacou o diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo.
O projeto é coordenado pela Cetesb, em convênio com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e parceria com a Auren Energia.
Ao integrar as amostras coletadas em campo com imagens de satélite e informações provenientes de estações de tratamento de esgoto e indústrias, a inteligência artificial gera um mapa de calor que classifica a qualidade da água em diferentes níveis de poluição, variando de baixa a muito alta. A partir da identificação de áreas críticas, equipes técnicas são acionadas para realizar vistorias em campo e, quando necessário, utilizam drones para aprofundar o diagnóstico e subsidiar as ações de fiscalização.
De acordo com os responsáveis, a combinação entre monitoramento por satélite e análise automatizada de dados permitirá maior precisão na identificação de alterações na qualidade da água, contribuindo para respostas mais rápidas em situações de risco ambiental.
Por Núcleo de Planejamento e Comunicação Integrada do CBH-BT.
Para mais informações, acesse as redes sociais do Comitê Baixo Tietê no Instagram, Facebook e YouTube.
LEIA TAMBÉM: Tecnologia com ondas ultrassônicas será usada para conter avanço das algas no Rio Tietê
LEIA TAMBÉM: Cetesb investe mais de R$ 43 milhões, reforça fiscalização ambiental e amplia monitoramento dos rios paulistas












