O Dia do Rio Tietê nos convida a olhar para o lendário rio Tietê para além da paisagem e da história. A data também nos coloca diante de uma questão que precisa fazer parte das decisões tomadas no presente: que Tietê queremos deixar para as próximas gerações? A resposta não está apenas nas condições atuais do rio, mas na capacidade que teremos de planejar o território, preservar os recursos naturais e compreender que a água é essencial para a manutenção da vida e tudo o que ela provê.
No Baixo Tietê, essa responsabilidade ganha ainda mais importância. A bacia hidrográfica reúne municípios, atividades econômicas, áreas urbanas e rurais e diferentes usos da água. Cada decisão tomada nesse território produz consequências que ultrapassam os limites de uma cidade.
Por isso, cuidar do rio também significa fortalecer o planejamento, ampliar o saneamento, preservar nascentes e matas, assegurar a disponibilidade hídrica e promover o uso responsável dos recursos naturais.
Os desafios são grandes, mas também são grandes os potenciais de transformação quando poder público, sociedade, setor produtivo e instituições atuam de forma integrada. O futuro do Tietê não será definido apenas pelas condições que encontramos hoje, mas pelas escolhas que fazemos diante delas. Preservar um rio requer visualizar o futuro a partir do presente, demanda compromisso, planejamento e ação coletiva.
Que o Dia do Rio Tietê seja, portanto, uma oportunidade para renovar esse compromisso. Um rio preservado. Uma bacia planejada. Um futuro possível. É esse o Tietê que precisamos construir e entregar às próximas gerações.
Carlos Sussumi Ivama
Presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Tietê (2025-2027)













