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Alerce abuelo: O rico ecossistema escondido nas raízes de árvores milenares

Pesquisa identifica centenas de espécies de fungos associadas às raízes de alerces e destaca papel essencial dessas árvores para o equilíbrio dos ecossistemas

Pesquisa científica identificou a existência de um ecossistema subterrâneo altamente diverso sob árvores milenares da espécie Alerce abuelo, uma conífera que também ocorre no sul do Chile. O estudo mostra que essas árvores, entre as mais antigas do planeta, abrigam redes invisíveis de fungos no solo, fundamentais para a manutenção da biodiversidade e do equilíbrio das florestas.

O alerce (Fitzroya cupressoides), espécie nativa das florestas temperadas do Chile e da Argentina, pode viver por mais de 3 mil anos. Considerada uma das árvores mais longevas do mundo, ela tem sido objeto de estudos que buscam compreender sua relação com o ambiente ao redor. A pesquisa, publicada na revista científica Biodiversity and Conservation, analisou amostras de solo em torno de 31 exemplares e identificou uma relação direta entre a idade das árvores e a diversidade de organismos subterrâneos.

Segundo os pesquisadores, árvores mais antigas concentram maior variedade de fungos associados às suas raízes. “Essas redes subterrâneas desempenham funções essenciais, como o transporte de nutrientes e água, além de contribuir para a resistência das plantas a condições adversas”, aponta o estudo.

Rede invisível

Imagem de @xataka

Entre os exemplares analisados está o Alerce Abuelo, com cerca de 2.400 anos. Apenas no solo ao redor dessa árvore foram identificadas mais de 300 espécies exclusivas de fungos, o dobro da quantidade de espécies observada em áreas com árvores mais jovens.

Esses organismos integram sistemas conhecidos como micorrizas, associações simbióticas entre fungos e raízes de plantas. Nesse processo, os fungos auxiliam na absorção de água e nutrientes, enquanto recebem compostos orgânicos produzidos pela decomposição de folhas das árvores, estabelecendo uma relação contínua de benefício mútuo, a ciclagem de nutrientes.

Pilares ecológicos

Os resultados indicam que árvores de grande porte e idade avançada funcionam como verdadeiras bases ecológicas, acumulando ao longo dos séculos uma vasta e complexa rede de vida subterrânea. Essa estrutura contribui diretamente para processos como ciclagem de nutrientes, armazenamento de carbono e estabilidade dos ecossistemas.

Diante disso, os pesquisadores alertam que a perda dessas árvores pode gerar impactos significativos. A remoção de um único exemplar implica também na destruição desse ecossistema subterrâneo formado ao longo de centenas ou milhares de anos, comprometendo o equilíbrio ambiental e a resiliência das florestas.

CBH Baixo Tietê

Os Comitês de Bacia Hidrográfica (CBHs) do Estado de São Paulo foram criados pela Lei Estadual nº 7.663/1991, popularmente conhecida como “Lei de Águas Paulista”, que instituiu a Política Estadual de Recursos Hídricos e estabeleceu o Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SIGRH), do qual os Comitês são parte integrante.

O CBH Baixo Tietê foi instalado em 26 de agosto de 1994, sendo o segundo comitê de bacia hidrográfica criado no Estado de São Paulo.

Composto por uma plenária tripartite, ou seja, Estado, prefeituras e sociedade civil, conta com 33 membros que representam 42 municípios da foz do Rio Tietê. Sua sede está localizada no SP ÁGUAS, em Birigui, onde funciona a Secretaria Executiva.

Por Núcleo de Planejamento e Comunicação Integrada do CBH-BT.

Para mais informações, acesse as redes sociais do Comitê Baixo Tietê no InstagramFacebook e YouTube.

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