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Remineralização do solo ganha espaço na recuperação de áreas degradadas e no fortalecimento da fruticultura

Uso de insumos minerais e práticas regenerativas contribui para reconstrução da fertilidade e aumento da resiliência das lavouras

A adoção de técnicas de remineralização do solo tem avançado entre produtores rurais como estratégia para recuperar áreas degradadas e fortalecer a produção frutícola.

Em regiões do interior da Bahia, onde o uso intensivo da terra ao longo dos anos resultou em perda de fertilidade e maior vulnerabilidade ao estresse hídrico, a prática tem sido incorporada como alternativa para reequilibrar os sistemas produtivos.

Diante desse cenário, produtores têm investido em modelos de agricultura regenerativa, com uso de cobertura vegetal a partir de materiais triturados, como capim-elefante, resíduos de ramos arbóreos e espécies como leucena, ingá e mamona, aliados à aplicação de bioinsumos.

O uso de remineralizadores, também chamados de “pó de rocha”, pois são produzidos a partir de rochas naturais, amplamente utilizados na agricultura regenerativa, como complemento no processo de recuperação, contribuindo com o fornecimento de minerais essenciais para a reestruturação física, química e biológica do solo.

Equilíbrio e reconstrução do solo

De acordo com especialistas do setor, o uso de remineralizadores favorece o equilíbrio nutricional das plantas e fortalece a atividade biológica do solo, impactando diretamente na produtividade e na resistência das culturas frente a condições adversas.

Em matéria publicada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre o uso de remineralizadores no solo, o pesquisador Éder Martins explicou o funcionamento do processo de remineralização.

“A remineralização é um processo no qual imitamos a natureza. Utilizamos uma rocha existente na região e a aplicamos em um solo que já passou por intemperismo. Trata-se de um processo de renovação do solo, no qual reiniciamos o intemperismo”, definiu Martins.

O pesquisador acrescentou que, em solos jovens e ricos em minerais primários, os efeitos da remineralização tendem a ser menores. “Quanto maior o intemperismo do solo e quanto mais arenoso ele for, maior será a resposta ao processo de remineralização”, completou.

A ampliação do uso desses insumos reflete uma mudança de abordagem no campo, com produtores adotando práticas que priorizam a sustentabilidade e a eficiência a longo prazo. A remineralização, nesse sentido, se consolida como uma ferramenta importante na reconstrução de solos degradados e na promoção de sistemas agrícolas mais resilientes.

Imagem: Remineralizador Vulcano – A granel

CBH Baixo Tietê

Dentre os projetos que podem ser financiados com apoio do FEHIDRO e que contribuem diretamente para a proteção dos recursos hídricos, destacam-se as iniciativas de restauração florestal com o plantio de espécies nativas do bioma, bem como medidas de controle e combate à erosão em áreas de mananciais hídricos, que também causam o empobrecimento do solo agrícola.

Os Comitês de Bacia Hidrográfica (CBHs) do Estado de São Paulo foram criados pela Lei Estadual nº 7.663/1991, popularmente conhecida como Lei das Águas Paulista, que instituiu a Política Estadual de Recursos Hídricos e estabeleceu o Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SIGRH), do qual os Comitês são parte integrante.

Por Núcleo de Planejamento e Comunicação Integrada do CBH-BT.

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