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Obra de ampliação na hidrovia Tietê-Paraná chega a 97% e entra na fase final

Aprofundamento do canal de navegação aumentará capacidade de escoamento de produtos

No dia 15 de Abril, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, acompanhou, em Buritama, o avanço das obras de derrocamento na hidrovia Tietê-Paraná no trecho chamado o Pedral de Nova Avanhandava em referência a Usina Hidrelétrica de mesmo nome, que atingiram 97% de execução e entram na fase final, com conclusão prevista para 30 de junho. Com investimento de R$ 293,8 milhões, a intervenção amplia a capacidade de navegação na hidrovia Tietê-Paraná, considerada estratégica para o escoamento da produção nacional.

A obra prevê o aprofundamento do canal em 3,5 metros ao longo de 16 quilômetros, com a remoção de cerca de 553 mil metros cúbicos de material rochoso. A medida permitirá a operação de comboios maiores e mais regulares ao longo do ano, inclusive em períodos de estiagem, aumentando a previsibilidade e reduzindo custos logísticos.

Durante a visita, o ministro destacou os impactos da intervenção. “Essa é uma obra estratégica para a hidrovia Tietê-Paraná, que amplia a navegabilidade e integra diferentes modais, reduzindo custos logísticos e fortalecendo a competitividade da produção brasileira, além de contribuir para um transporte mais eficiente e sustentável”, afirmou.

Avanço operacional na hidrovia

Imagem: Vosmar Rosa/MPor

A obra deve reduzir gargalos, ampliar a segurança da navegação e melhorar a integração logística entre regiões e cadeias produtivas, com impacto direto no escoamento da produção e na atividade econômica. Executada por meio de convênio entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o Governo do Estado de São Paulo, a intervenção conta, desde 2023, com recursos oriundos da desestatização da Eletrobras, conforme previsto na Lei nº 14.182/2021.

A intervenção corrige restrições operacionais do trecho, agravadas pela variação dos níveis do reservatório em função da operação das usinas hidrelétricas, que afetam a navegação em determinados períodos. A remoção das rochas submersas é realizada com monitoramento ambiental e sem interrupção das operações, com uso de tecnologia aplicada ao leito do rio.

“Inclusive em períodos de estiagem, permitindo o transporte de cargas com mais regularidade e eficiência”, destacou o diretor de Gestão Hidroviária, Eliezé Bulhões.

Participaram da visita a secretária-executiva adjunta do Ministério de Portos e Aeroportos, Thairyne Oliveira; o prefeito de Buritama, Dr. Tiago Oliveira; o subsecretário de Logística e Transportes do Governo de São Paulo, Denis Amorim; o diretor de Infraestrutura de Transportes do Estado, Agnaldo Júnior; o coordenador-geral de Obras Aquaviárias do Dnit, Célio Henrique Silva; e o engenheiro fiscal do contrato, Humberto Elmães.

Impacto no Baixo Tietê

A conclusão das obras no Pedral de Nova Avanhandava destaca o Baixo Tietê como corredor logístico- estratégico do eixo sul da hidrovia Tietê-Paraná. Com a ampliação da navegabilidade, a região, que integra a hidrovia Tietê-Paraná e concentra municípios com forte produção agroindustrial, passa a contar com maior regularidade no transporte de cargas, reduzindo a dependência de modais rodoviários e ampliando a competitividade regional.

Além disso, a intervenção tende a minimizar os efeitos das variações no nível dos reservatórios, problema recorrente que impacta a navegação no trecho. Com maior previsibilidade operacional ao longo do ano, inclusive em períodos de estiagem, o Baixo Tietê consolida sua importância para o escoamento da produção, ao mesmo tempo em que reforça a integração entre geração de energia, uso múltiplo da água e desenvolvimento econômico sustentável.

Fontes: 1. PERH, 2006; 2. SEADE, 2009; 3 e 4. Relatório de Situação de Recursos Hídricos de Bacias, 2010; 5. IF, 2009; 6. FF, 2008; FF, 2009; ICMBio, 2009.
Legenda: APA – Área de Proteção Ambiental; ARIE – Área de Relevante Interesse Ecológico; EE – Estação Ecológica; FE – Floresta Estadual; FN – Floresta Nacional; MN – Monumento Natural; PE – Parque Estadual; RB – Reserva Biológica; RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural.
Fonte: Mapa hidroviário do Estado de São Paulo, Departamento Hidroviário, 2021.

CBH Baixo Tietê

Os Comitês de Bacia Hidrográfica (CBHs) do Estado de São Paulo foram criados pela Lei Estadual nº 7.663/1991, popularmente conhecida como “Lei de Águas Paulista”, que instituiu a Política Estadual de Recursos Hídricos e estabeleceu o Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SIGRH), do qual os Comitês são parte integrante.

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Tietê (CBH – BT) foi instalado em 26 de agosto de 1994, sendo o segundo comitê de bacia hidrográfica criado no Estado de São Paulo.

Composto por uma plenária tripartite, ou seja, Estado, prefeituras e sociedade civil, conta com 33 membros que representam 42 municípios da foz do Rio Tietê. Sua sede está localizada no SP ÁGUAS, em Birigui, onde funciona a Secretaria Executiva.

Por Núcleo de Planejamento e Comunicação Integrada do CBH-BT.

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