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Bilac conclui Plano Diretor de Drenagem Urbana com recursos do FEHIDRO

Estudo recebeu R$ 162,3 mil do fundo estadual e estabelece diretrizes para prevenir alagamentos, erosões e assoreamento no município

O município de Bilac (SP) concluiu, em março de 2026, a elaboração do Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU), instrumento que reúne informações técnicas sobre o comportamento das águas pluviais e aponta soluções para problemas de drenagem em todo o perímetro urbano. O projeto recebeu R$ 162.304,69 do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO), com contrapartida de R$ 3.312,35 da Prefeitura, totalizando R$ 165.617,04.

Realizado entre 2025 e março de 2026, o trabalho beneficia toda a população de Bilac, estimada em aproximadamente 7.319 habitantes. O levantamento identificou pontos de alagamento, processos erosivos e deficiências nos sistemas de drenagem, além de indicar alternativas técnicas, estimativas de custos e prioridades para futuras obras, assegurando um crescimento planejado da infraestrutura da cidade.

O projeto foi apresentado pelo município no âmbito do Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Tietê (CBH-BT), seguindo os critérios de financiamento do FEHIDRO e as prioridades definidas para a UGRHI-19 – Baixo Tietê. O empreendimento foi formalizado pelo Contrato nº 014/2024, firmado entre a Prefeitura e a Desenvolve SP, agente financeiro do FEHIDRO.

Imagem: Foto ilustrativa (Internet)

Crescimento urbano e drenagem

O crescimento da área urbana e a implantação de novos loteamentos aumentaram a impermeabilização do solo em Bilac, reduzindo a infiltração da água da chuva e ampliando o volume e a velocidade do escoamento superficial. O município apresentava ocorrências relacionadas a chuvas intensas, erosões, alagamentos e danos em pavimentação, calçamentos, galerias e bocas de lobo.

Para compreender esse cenário, foram realizados levantamentos topográficos e planialtimétricos, cadastramento do sistema de drenagem existente, identificação de erosões e pontos de alagamento, além de estudos hidrológicos e hidráulicos. O trabalho também delimitou bacias e sub-bacias de contribuição para o escoamento das águas e avaliou as condições dos sistemas de micro e macrodrenagem.

Entre os resultados estão plantas, projetos básicos, memórias de cálculo, detalhes construtivos, estimativas de custos e relatório com alternativas para solucionar os problemas identificados e projeções futuras. As propostas incluem a ampliação e adequação da rede de drenagem, intervenções em travessias e canais, recuperação de áreas com erosão, melhorias na drenagem superficial e adoção de medidas como pavimentos permeáveis, áreas verdes e recuperação da vegetação ciliar.

O plano também prevê ações de gestão e prevenção, como manutenção periódica dos sistemas de drenagem, controle da ocupação de áreas de risco, fiscalização da permeabilidade dos lotes, exigência de estudos para novos empreendimentos, cadastro técnico das estruturas e implantação de sistemas de alerta. As intervenções nos canais estão em nível de anteprojeto e ainda deverão ser detalhadas nos projetos básico e executivo.

Imagem: Foto ilustrativa (Internet)
Imagem: Foto ilustrativa (Internet)

Reflexo regional

Por integrar o Baixo Tietê, Bilac contribui, por meio do levantamento realizado, para ampliar o conhecimento sobre o comportamento das águas na bacia. Os dados consideram fatores como chuvas, vazões, impermeabilização do solo, capacidade dos canais e galerias e processos de erosão e assoreamento.

As informações produzidas podem subsidiar órgãos estaduais e federais ligados à gestão dos recursos hídricos, incluindo as Câmaras Técnicas do CBH-BT e a SP Águas. Dados obtidos diretamente nos municípios também contribuem para a atualização das informações utilizadas na gestão da bacia hidrográfica, como o Plano da Bacia Hidrográfica do Baixo Tietê.

Novas obras

O PDDU estabelece alternativas técnicas e uma ordem de prioridade para os investimentos necessários no município. Com as informações reunidas, Bilac passa a ter projetos e estimativas de custos que podem auxiliar na elaboração de projetos civis e na busca por recursos estaduais e federais para execução das obras previstas no Plano Diretor, haja vista que, grande parte dos programas governamentais condicionam a liberação de recursos financeiros a indicação da necessidade da obra, devidamente prevista em Planos Municipais.

Predominantemente, as obras de saneamento, entre elas esgotamento sanitário, tratamento de resíduos sólidos, abastecimento público de água e drenagem urbana, são tratadas dessa forma, o que assegura a realização de um diagnóstico prévio e, portanto, obras bem planejadas.  .

A iniciativa também contribui para medidas de prevenção e controle de alagamentos, erosões e assoreamento, além de orientar ações relacionadas ao uso e à ocupação do solo e à manutenção da permeabilidade das áreas urbanas.

Por Núcleo de Planejamento e Comunicação Integrada do CBH-BT.

Para mais informações, acesse as redes sociais do Comitê Baixo Tietê no Instagram, Facebook e YouTube.

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