Pesquisa desenvolvida pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), identificou, com alto grau de precisão, a origem da madeira da espécie Paubrasilia echinata (pau-brasil). O estudo, apresentado recentemente, distingue amostras de madeira provenientes de florestas nativas daquelas oriundas de reflorestamento, fruto de uma dissertação de mestrado do Instituto de Química da UnB, conduzida no âmbito do Laboratório de Produtos Florestais (LPF).
No desenvolvimento do projeto, foram aplicadas técnicas avançadas de análise química, como a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS) e a espectrometria de massas por DART-TOF-MS. A primeira analisa a interação da radiação infravermelha com a matéria, enquanto a segunda identifica compostos a partir da fragmentação molecular, permitindo a leitura do que se assemelha a uma “impressão digital química” do material.
Com o uso do NIRS em 100 amostras reais de madeira de pau-brasil, provenientes de apreensões, a pesquisa alcançou índice de acerto de 99% na distinção entre madeira nativa e plantada. Ambos os métodos também apresentaram desempenho superior a 80% na diferenciação de linhagens genéticas.
A possibilidade de identificar a origem da madeira amplia a segurança técnica e jurídica para produtores que investem no cultivo legal da espécie, além de valorizar iniciativas de reflorestamento, recuperação ambiental e regularização de passivos florestais. A tecnologia também contribui para o fortalecimento das ações de controle e fiscalização do comércio.
Com elevada demanda no mercado internacional, o pau-brasil é a principal matéria-prima utilizada na fabricação de arcos de violino de alto valor agregado. Desde 1992, a espécie é classificada como ameaçada de extinção, o que reforça a relevância de instrumentos que contribuam para sua preservação e uso sustentável.


CBH Baixo Tietê
Os Comitês de Bacia Hidrográfica (CBHs) do Estado de São Paulo foram criados pela Lei Estadual nº 7.663/1991, popularmente conhecida como “Lei de Águas Paulista”, que instituiu a Política Estadual de Recursos Hídricos e estabeleceu o Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SIGRH), do qual os Comitês são parte integrante.
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Tietê (CBH – BT) foi instalado em 26 de agosto de 1994, sendo o segundo comitê de bacia hidrográfica criado no Estado de São Paulo.
Composto por uma plenária tripartite, ou seja, Estado, prefeituras e sociedade civil, conta com 33 membros que representam 42 municípios da foz do Rio Tietê. Sua sede está localizada no SP ÁGUAS, em Birigui, onde funciona a Secretaria Executiva.
Por Núcleo de Planejamento e Comunicação Integrada do CBH-BT.
Para mais informações, acesse as redes sociais do Comitê Baixo Tietê no Instagram, Facebook e YouTube.












