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Obra de drenagem em Alto Alegre reduz erosão e protege afluente do Rio Tietê

Investimento de R$ 560 mil, financiado pelo FEHIDRO, melhora o escoamento das águas pluviais, preserva o Córrego Coroados e reforça a infraestrutura urbana do município

O município de Alto Alegre concluiu uma obra de macrodrenagem urbana que põe fim a um histórico problema de escoamento de águas pluviais na região central da cidade. Com investimento de R$ 560.962,71, sendo R$ 536.615,43 financiados pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO) e R$ 24.347,28 de contrapartida da Prefeitura, a intervenção reduz processos erosivos, melhora a mobilidade urbana e protege o Córrego Coroados, afluente do Rio Tietê.

A obra foi executada na Rua Cristiano Carrijo da Cunha, área que recebe grande volume de águas pluviais provenientes de uma extensa bacia de contribuição. O empreendimento contemplou cerca de 500 metros de galerias de águas pluviais com tubos de concreto de um metro de diâmetro, além da implantação de um dissipador de energia hidráulica com estruturas de enrocamento em pedras no ponto de lançamento das águas no córrego, que reduzem significantemente a velocidade da água escoa pela galeria, protegendo o corpo hídrico de processos erosivos.

A Rua Cristiano Carrijo da Cunha está localizada em uma das áreas urbanas mais populosas de Alto Alegre, concentrando aproximadamente entre 1 mil e 1,5 mil moradores. Em um município com cerca de 3,9 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE para 2025, a melhoria da drenagem beneficia diretamente uma parcela significativa da população, além de reduzir impactos na mobilidade urbana e na infraestrutura local.

Antes da intervenção, a elevada declividade do terreno fazia com que as águas das chuvas escoassem com grande velocidade, provocando danos ao pavimento, entupimento de bocas de lobo, arraste de resíduos, dificuldades de mobilidade e impactos também na zona rural, incluindo a degradação de estradas vicinais.

Com o novo sistema, o escoamento passou a ocorrer de forma controlada, reduzindo a força da água antes de sua chegada ao Córrego Coroados. A solução diminui o carreamento de sedimentos, preserva as margens do curso d’água, reduz o assoreamento e fortalece a conservação dos recursos hídricos da bacia.

Imagem: Implantação da galeria de águas pluviais composta por tubos de concreto com 1 metro de diâmetro, responsável por captar e conduzir com segurança o escoamento superficial até o ponto de lançamento.
Imagem: Execução da caixa de inspeção da galeria de águas pluviais, estrutura destinada a permitir o acesso para manutenção, limpeza e monitoramento do sistema de drenagem, além de possibilitar a inspeção do funcionamento hidráulico da rede.

Benefícios urbanos e ambientais

Além de melhorar o sistema de drenagem e reduzir riscos durante os períodos de chuvas intensas, a obra amplia a segurança da infraestrutura urbana e contribui para a preservação do patrimônio público.

Os benefícios também alcançam o meio ambiente. O controle do escoamento superficial reduz processos erosivos, minimiza o transporte de solo para os cursos d’água e ajuda a manter as condições hidrológicas do Córrego Coroados, importante afluente do Rio Tietê.

Obras de drenagem urbana também representam investimentos preventivos que reduzem custos futuros com manutenção de vias, recuperação de erosões e desassoreamento de córregos, além de aumentar a resiliência dos municípios diante de eventos climáticos extremos.

Atuação do CBH-BT

A obra foi viabilizada por meio da atuação conjunta da Prefeitura de Alto Alegre, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Tietê (CBH-BT) e do FEHIDRO. Após análise técnica e aprovação do projeto pelo Comitê, o empreendimento recebeu recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos para sua execução.

O processo reforça o papel dos Comitês de Bacias Hidrográficas na definição de prioridades regionais e na destinação de investimentos para obras que promovem a segurança hídrica, a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável dos municípios.

Imagem: Canaleta superficial em concreto associada ao conjunto de dispositivos de captação (bocas de lobo), responsável por interceptar e direcionar as águas pluviais provenientes da área urbana para a galeria principal e, posteriormente, ao dissipador de energia hidráulica.
Imagem: Vista da construção da estrutura do dissipador de energia hidráulica, com blocos defletores e proteção em enrocamento, projetado para reduzir a velocidade das águas antes do lançamento no Córrego Coroados, minimizando processos erosivos.

Por Núcleo de Planejamento e Comunicação Integrada do CBH-BT.

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